sábado, 30 de janeiro de 2010

Matar também dói.



Eu tenho um decisão a fazer, uma decisão muito importante em nossas vidas. Decido que irei te matar, irei te matar aos poucos, porque - diferente das mortes normais - esse é o jeito que dói menos. Não vou te matar do meu coração, vou te matar da minha vida, o que não quer dizer que não te amarei mais. A principio achei que seria uma atitude totalmente altruísta, que seria o melhor pra você, se eu te matasse você poderia seguir o seu caminho sem ter com o que se preocupar, agora sei que não é bem isso, sei que te mato por medo, afinal sei que te matando ou não, o seu caminho já está escolhido. Perceber que eu fiquei em segundo plano, que terá alguém que possa guardar melhor seus segredos, alguém que você confie mais, fez doer muito. Assim, minha decisão tornou inevitável, te matar virou a melhor saída. Mas quem sabe um dia, daqui uns 10 anos, você tenha desistido desse caminho e a gente se encontre na porta de um banco qualquer, isso é só uma hipótese é claro, você não parece querer desistir tão cedo, na verdade parece que seguirá isso pelo resto de sua vida, mas tudo bem, eu entendo, não é a gente que escolhe quem importa. Por enquanto, te digo que não tenho mais condições de saber que te perdi, saber que você já me matou um pouco e continuar tentando permanecer em pé ao seu lado. Então, todas as promessas que eu fiz você fazer quando eu estava com medo, eu sei que elas estão perdendo o seu valor com o tempo, mas agora te autorizo - como se fosse preciso de autorização - a esquecer todas, a seguir em frente e fazer novas para alguém um tanto mais importante. Te autorizo, ou melhor te imploro, que siga em frente e deixe tudo para trás abandone o passado e não viva na expectativa de me encontrar algum dia, deixe essa comigo.

Um comentário:

Regina Zanette disse...

descreveu bem minha tarde de hoje